ela segredou-lhe ao ouvido colado à porta do quarto:

páras 3 e 4 vezes por dia à minha porta. e não bates, não deixas bilhete.
a tua mão nem roça a madeira que nos separa. a tua mão fica suspensa no ar, hesitante, enquanto mordes o lábio. eu encosto o ouvido à minha porta, do lado de dentro, na esperança que batas, que deixes sequer um bilhete.

senti-te com mais profundidade nos últimos dias. e por não teres batido à minha porta, metade da estante de livros está na minha cama. vem deitar-te comigo, quero ler-te uma história. ou então ver coisas bonitas que nunca serão nossas. ou, quem sabe, virar os livros ao contrário e fazer o pino para lermos com mais sangue na cabeça.

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