Leio-te nas palavras escritas com sumo de limão nas entrelinhas do que acabas por não dizer. As palavras morrem-te na boca, mesmo por baixo da língua roxa e escura. Os gestos morrem-te nos olhos, quando me dizes que não te podes mexer.

Li os teus diários. Li mais do que duas vezes as frases escritas a sangue bordado nas tuas mãos. Disseste-me centenas de coisas e esqueci essas frases. Por isso tive que as ler e ler novamente. E ao olhar-te, localizar com pioneses de cores escuras, como num mapa, essas frases nalguns poros da tua pele. Para te perceber.

E só te vi ficares cada vez mais longe. Sem explicação.


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